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NOSSAS CONVICÇÕES
• Cremos nas Escrituras Sagradas, e canônicas, compostas de Antigo e Novo Testamento , como registro fiel da revelação de Deus , e como única regra de fé e conduta , para o crente a para a igreja de Jesus Cristo , no mundo .
• Cremos que a Bíblia deve ser interpretada por firmes princípios hermenêuticos , dos quais ressaltamos o de que a Bíblia deve ser interpretada pela Bíblia , o texto , pelo contexto , mas sempre à luz da pessoa e dos Ensinamentos de Jesus Cristo .
• Cremos no Deus Trino , Pai , Filho e Espírito Santo , cujas obras contemplamos na criação e na história e que se revela de maneira gradual e progressiva , nas escrituras e, plenamente , na pessoa de Jesus Cristo , Verbo encarnado .
• Cremos na igreja como entidade temporal e atemporal , fundada por Jesus Cristo e que tem por missão a redenção dos homens e o fazer discípulos em todas as nações , a formar uma nova criação , a comunidade deuteroadâmica.
• Cremos na suficiência de Jesus Cristo como Senhor e Salvador , e na eterna salvação dos que nEle crêem. Cremos que no ato de sua fé em Cristo , o novo crente recebe o Espírito Santo como penhor da herança eterna , iniciando-se, então , então o processo da santificação cujo alvo é tornar o crente semelhante a Cristo .
• Cremos, como cristãos , evangélicos e batistas , que a revelação chegou à plenitude em Jesus Cristo e que toda alegação de novas revelações e novas verdades , por sonhos , visões e outros meios , deve ser cotejada com as Escrituras , corretamente interpretadas.
• Cremos que a Igreja do Novo Testamento , especialmente a que da conta do livro de Atos , constitui um modelo para as igrejas de nossos dias , Já no compromisso com a proclamação, a adoração , a comunhão , a edificação e o serviço ; já em seu funcionamento pendular , no templo nas casas , a promover o Reino de Deus .
• Cremos serem permanentes e de valor universal e transcultural (a valer , portanto , em todas as culturas ), os princípios bíblicos de organização , vida , ministério , proclamação e serviço da igreja , porém os métodos e os modelos de sua atuação podem e devem variar , de acordo com a sociedade e a cultura em que a igreja se insere e desenvolve a sua missão .
• Cremos como biblicamente fundados, os princípios do sacerdócio universal dos crentes , de livre exame da Bíblia e, portanto , de livre acesso a Deus , por meio de Jesus Cristo . Por isso rejeitamos o sacerdotalismo, o sacramentalismo e o ritualismo , qualquer tipo de hierarquia na esfera espiritual e eclesiástica , e a pretensão humana de impor-se entre o crente e Deus .
• Cremos, outrossim , no princípio da igreja local e desse governo congregacional, sob a liderança de Jesus Cristo , seu único cabeça .
• Cremos à luz de Efésios 4:11, que o Senhor provê pastores / mestres para suas igrejas , a eles incumbindo pregarem e ensinarem a Palavra , sem mescla de erro , sem distorções , com fidelidade , dedicação , simplicidade e clareza (II Tm 4:2-4).
PRINCÍPIOS BATISTAS
1 – A AUTORIDADE
A – Cristo Como Senhor
A fonte suprema da autoridade cristã é o Senhor Jesus Cristo . Sua soberania emana de eterna divindade e poder - como o unigênito Filho do Deus Supremo - de sua redenção vicária e ressurreição vitoriosa . Sua autoridade é a expressão de amor justo, sabedoria infinita e santidade divina, e se aplica à totalidade da vida . Dela procedem à integridade do propósito cristão , o poder da dedicação cristã, a motivação da lealdade cristã. Ela exige a obediência aos mandamentos de Cristo , dedicação ao seu serviço , fidelidade ao seu reino e a máxima devoção à sua pessoa , como Senhor vivo .
A suprema fonte de autoridade é o Senhor Jesus Cristo , e toda a esfera da vida está estreita à sua soberania .
B – As Escrituras
A Bíblia fala com autoridade porque é a Palavra de Deus . É a suprema regra de fé e prática porque é testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus através da revelação de si mesmo e da redenção, sendo tudo patenteado na vida , nos ensinamentos e na obra salvadora de Jesus Cristo . As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de seu domínio. Na sua singular e una revelação da vontade divina para a humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guiam em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem através de pesquisa e oração , orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução.
A Bíblia, como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, é nossa regra autorizada de fé e prática.
C – O Espírito Santo
O Espírito Santo é presença ativa de Deus no mundo e, particularmente, na experiência humana. É Deus revelando sua pessoa e vontade ao homem. O Espírito, portanto, é a voz da autoridade divina. É o Espírito de Cristo, e sua autoridade é a vontade de Cristo. Visto que as Escrituras são produto de homens que, inspirados pelo Espírito, falaram por Deus, a verdade da Bíblia expressa a vontade do Espírito, compreendida pela iluminação do mesmo. Ele convence os homens do pecado, da justiça e do juízo, tornando assim efetiva a salvação individual, através da obra salvadora de Cristo. Ele habita 4o coração do crente, como advogado perante Deus e intérprete para o homem. Ele atraiu fiel para a fé e a obediência e, assim, produzem na sua vida os frutos da santidade e do amor.
O Espírito procura alcançar vontade e propósito divinos entre os homens. Ele dá aos cristãos poder e autoridade para o trabalho do reino e santifica e preserva os redimidos, para o louvor de Cristo; exige uma submissão livre e dinâmica à autoridade de Cristo, e uma obediência criativa e fiei à Palavra de Deus.
O Espírito Santo é o próprio Deus revelando sua pessoa e vontade aos homens . Ele , portanto , interpreta e confirma a voz da autoridade divina.
2 – O INDIVÍDUO
A – Seu Valor
A Bíblia revela que cada ser humano é criado à imagem de Deus; é único, precioso e insubstituível. Criado ser racional, cada pessoa é moralmente responsável perante Deus e o próximo. O homem, como indivíduo, é distinto de todas as outras pessoas. Como pessoa, ele é unido aos outros no fluxo da vida, pois ninguém vive nem morre por si mesmo.
A Bíblia revela que Jesus Cristo morreu por todos os homens. O fato de ser o homem criado à imagem de Deus, e de Jesus Cristo morrer para salvá-lo, é a fonte da dignidade e do valor humano. Ele tem, direitos outorgados por Deus, de ser reconhecido e aceito como indivíduo, sem distinção de raça, cor, credo, ou cultura; de ser parte digna e respeitável da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcançar o seu potencial.
Cada indivíduo foi criado à imagem de Deus e, portanto, merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita.
B – Sua Competência
O indivíduo, porque criado à imagem de Deus, torna-se responsável por suas decisões morais e religiosas. Ele é competente, sob a orientação do Espírito Santo, para formular a própria resposta à chamada divina ao evangelho de Cristo, para a comunhão com Deus, para crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor. Estreitamente ligada a essa competência está a responsabilidade de procurar a verdade e, encontrando-a, agir conforme essa descoberta, e partilhar a verdade com outros. Embora não se admita coação no terreno religioso, o cristão não tem a liberdade de ser neutro em questões de consciência e convicção.
Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas próprias decisões e questões morais e religiosas.
C – Sua Liberdade
Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando os direitos e convicções alheias; cultuar a Deus tanto a sós quanto publicamente; convidar outras pessoas a participarem nos cultos e noutras atividades de sua religião; possuir propriedade e quaisquer outros bens necessários.
À propagação de sua fé. Tal liberdade não é privilégio para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado - nem pelo estado, nem por qualquer outro grupo religioso - é um direito outorgado por Deus.
Cada pessoa é livre perante Deus, em todas as questões de consciência, e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar de sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros. |